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Será possível alguém formado na finança, formatado na cultura financeira, para quem a economia se baseia na finança, desformatar-se dessa cultura?

É certo que Macron vê a economia como uma intercomunicação em tempo real, sempre em movimento, a que ele ainda chama de "ciclos" (e nós sabemos o que é que influencia os ciclos: os riscos financeiros).

A economia, assim perspectivada, valoriza sobretudo as empresas como o motor essencial, mas esquece-se que já estamos numa nova plataforma da economia. As empresas precisam da inovação e a inovação está nas pessoas e nas equipas. Mais, a inovação está nos jovens, aqueles que têm sido esquecidos pela cultura financeira.

 

E aqui temos o paradoxo de Macron, que esperemos ele consiga resolver em si próprio:

- ao perspectivar a economia colocando-se do lado das empresas como o motor da economia, é evidente que tem de referir "a protecção do trabalhador".

Estão a ver? Este é o paradoxo.

Se perspectivarmos a economia do lado das pessoas, das equipas, dos jovens, e da inovação, não precisamos de criar mecanismos de "protecção do trabalhador". Porque estará tudo interligado. 

E se perspectivarmos a economia para lá da inovação tecnológica, considerando a inovação cultural, ninguém fica de fora, todos têm um lugar, todos participam e colaboram.

 

As limitações da economia baseada na moeda e submetida à finança e aos mercados, já estão visíveis, já ninguém confia na sua viabilidade, a não ser se aceitarmos o futuro como uma sequência do presente: desigualdades sociais, altos níveis de desemprego, instabilidade, desperdício de recursos. 

A economia só pode ser "revitalizada", palavra cara a Macron, quando a economia for baseada nos recursos e na sua urilização pelas pessoas. É essa a desformatação cultural financeira que Macron terá de fazer e depressa. :) Porque, se tudo correr bem para os franceses e para os europeus, em breve vai ter de negociar com grupos e movimentos políticos.

 

 

Porque considero que a cultura financeira não é uma ideologia?

Porque as ideologias têm um corpo teórico, uma visão de sociedade que querem implementar, com um conjunto de princípios e valores. Exemplo: Le Pen e recriar ou replicar a "civilização francesa" (quase que visulizamos o Rei Sol e a sua corte em Versailles. Ou será a Revolução francesa? Ou será Pétain?) E é bom lembrar que as ideologias têm recorrido à finança, andam de braço dado. :)

 

A cultura financeira é uma perspectiva do mundo e da economia: tudo gira à volta da capacidade de produção (empresas), num mundo competitivo em que tudo é valorizado em termos monetários. Tudo. Nesta cultura financeira confia-se na competência dos grandes bancos e das empresas. E se falharem, há mecanismos de "protecção do trabalhador".

 

 

 

publicado às 10:12

 

 

Foi a ouvir ontem o "Economia das coisas" de Paulo Pinto, na Rádio Renascença, que me inspirei a voltar a este cantinho de vozes dissonantes.

O economista Carlos Farinha referiu-se aos indicadores "linha da pobreza" e "linha da riqueza". O economista do ISEG refere ser mais fácil definir a linha da pobreza do que a linha de riqueza, como se para esta o céu fosse o limite. :)

 

Neste cantinho achamos que é fácil definir a linha da riqueza: está na sustentabilidade, nos recursos disponíveis de uma população. Uma população que hoje, no século XXI, tem de ser considerada globalmente, a população mundial.

Foi assim que se conseguiram definir limites para as emissões de CO2 e é assim que temos de começar a pensar relativamente aos recursos e ao seu acesso e utilização pela população.

O acesso à água potável, aos produtos agrícolas, à habitação, a cuidados de saúde, à energia, à ciência e tecnologia. Estas passam a ser as condições básicas de uma vida com qualidade.

 

Uma sociedade inteligente é aquela que procura o equilíbrio, a sustentabilidade. Não se trata de limitar o ânimo empreendedor e criativo, a vontade de enriquecer e expandir um negócio. O limite é o equilíbrio e a sustentabilidade, a todos os níveis e em todas as fases da produção da riqueza. E os próprios consumidores farão parte dessa correcção natural.

 

Já todos percebemos que os governos e a finança apenas agravaram as desigualdades económicas. E o pior foi terem-no feito na fase da austeridade. A CE, o Eurogrupo e o FMI, o tripé disfuncional, deixaram para trás sociedades desiguais e divididas. Portugal teve sorte, apesar de tudo. A Grécia ficou a pedalar em seco numa pobreza sem fim à vista para a maior parte da sua população.

 

Num futuro próximo a questão não se irá colocar na distribuição da riqueza, mas sim no acesso e na utilização dos recursos disponíveis.

A nova economia basear-se-á nos recursos e não na moeda. A economia monetária provou não servir o trabalho, apenas o colocou dependente da renda, da finança. Ora, o trabalho (e aqui incluímos tudo o que é contribuição para melhorar os recursos disponíveis e a sua utilização), terá de se libertar desta lógica disfuncional, distorcida e desequilibrada.

O UBI (universal basic income) pode ser interessante e útil nesta fase de transição, mas já não surge como uma proposta radical. 

A nova economia, como a perspectivamos neste cantinho, seguirá a lógica do equilíbrio e da sustentabilidade a todos os níveis e em todas as fases da produção da riqueza.

 

 

 

publicado às 08:20

 

 

 

Uma das vantagens que a maturidade nos dá é a capacidade de adaptação aos desafios que a vida nos apresenta: retirar a lição a partir dos acontecimentos e aproveitar a parte positiva da nova realidade.


É exactamente o que Bernie Sanders faz aqui: manter a atenção concentrada nos assuntos essenciais: as expectativas legítimas da classe média, da classe trabalhadora; dirigir a revolta para quem causou a sua situação actual e não para as outras minorias desfavorecidas; mudar os enormes desequilíbrios económicos e sociais entre o 1% e os 99%; unir as comunidades e trabalhar em conjunto.


Bernie era o candidato de muitos jovens que ficaram sem um verdadeiro representante quando a escolha recaiu em Hillary. É muito interessante a sua mensagem aos jovens: dediquem-se a estas questões, participem, vamos todos contribuir para melhorar a vida de tantos americanos que caíram na pobreza.

 

Na realidade, começamos a perceber desde a noite do dia 9, que os que foram esquecidos e maltratados desde os anos 80 - e sobretudo depois da crise financeira de 2008 -, os que tinham grandes expectativas em relação a Obama e à mudança e ao "yes, we can", não dariam o seu voto a Hillary, ao rosto da continuidade.


A minha primeira curiosidade foi ver a expressão de Obama a receber Trump na Casa Branca. Não me decepcionou desta vez. A sua incrível verve, o seu estilo cool, o seu humor de entertainer, eclipsou-se. Pela primeira vez gaguejou algumas sílabas a informar os jornalistas sobre os assuntos já abordados e de como se disponibiliza para facilitar a transição. Trump é que foi uma surpresa: educado, respeitador e respeitável, a agradecer o que aprendeu nesta primeira conversa.

 

 

Post publicado n' A Vida na Terra.

 

 

 

publicado às 10:43

Economia parasitária e economia produtiva

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 02.11.16

 

 

Vale a pena acompanhar a descrição que o economista Michael Hudson faz da "junk economics" e como chegámos aqui. 

Um século bastou para que este tipo de economia predatória e parasita se tornasse dominante e asfixiasse populações, países, regiões, e atirasse para a pobreza milhões de pessoas. Porque foi isso que aconteceu. O desequilíbrio económico produz guerras e lucra com as guerras.


No início do séc. XX os futuristas imaginavam que o capitalismo iria permitir uma expansão da economia de uma forma equilibrada na sua distribuição. Este capitalismo progressivo seria semelhante a uma socialização da economia. 

Marx baseou-se em Adam Smith, John Stuart Mill, os "iluminados" franceses, em que havia uma distinção clara entre lucro ganho (earned income) - salários e lucro -, e o lucro não ganho (unearned income) - donos e arrendatários. O trabalho, a produção, era a base do capital.

 

A "junk economics" é baseada numa reacção a esta distinção, anulando-a: os donos e arrendatários é que ganham o lucro.

A "junk economics" só podia mesmo ser descrita em americano, a lembrar-nos os melhores filmes de gangsters nos anos 30.


O conceito de produção foi completamente adulterado. O parasitismo passou a ser considerado produtivo, porque o parasita faz parte integrante do corpo que parasita e passa a ser considerado fundamental para a economia, como uma parte produtiva.


Como facilmente se percebe, o valor do trabalho e da produção foi encolhendo até à situação actual.

Uma nova economia terá necessariamente de funcionar fora deste esquema. A única forma é através de uma mudança cultural, já em curso.

 

 

Post publicado n' A Vida na Terra.

 

 

publicado às 16:07

O valor do trabalho na nova economia

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 22.10.16

 

 

Já aqui procurei analisar o papel dos consumidores na economia. E como a sua importância é cada vez maior.

Vivemos na transição entre uma economia muito dependente da finança e uma  economia baseada no conhecimento e na sua aplicação.

Mas nesta fase o papel dos bancos é fundamental como um dos motores da economia, pela opção de investimento em empresas, projectos, modelos económicos produtivos.

É aqui que entra a Caixa Geral de Depósitos. Fundamental para a economia portuguesa nesta fase de arranque da economia. Ora, o seu papel como um motor da economia depende da gestão inteligente, com visão e eficaz.

 

Há ainda no país uma mentalidade que vê o trabalho como um valor menor do que as operações financeiras, por exemplo. Isto é, é correcto ganhar em bolsa pipas de massa mas é incorrecto pagar um valor de mercado por um trabalho de qualidade.

O trabalho deve ser revalorizado no país. E devem ser os resultados que devem passar a determinar o patamar da remuneração. Claro que não estou a falar de dividendos ou de prémios indevidos e escandalosos.

 

Uma cultura da colaboração diverge de uma cultura da competição no equilíbrio que promove e, também por isso mesmo, valoriza o trabalho e a sua qualidade.

E isto vale para todos, e também para os políticos e gestores políticos. Por exemplo, se os deputados do PSD não colaborarem no OE 2017, pode perguntar-se: o que é que estão a produzir? Valem o que auferem dos impostos dos contribuintes? 

 

publicado às 08:30

As novas tecnologias não escondem a cultura subjacente

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 11.10.16

 

 

É raro ver uma situação social e económica tão mal gerida como esta actual dos táxis vs carros não identificados de transporte de passageiros.

Como a maioria dos consumidores de notícias, debates televisivos, discursos directos e redes sociais é acrítica, não observa nem reflecte, aderiu de imediato às plataformas sem questionar o que está por trás.

É por isso que o barómetro do Prós e Contras apontou para as plataformas.

E é por isso também que nas redes sociais se multiplicaram opiniões insultuosas e agressivas contra os táxis.


Há plataformas e plataformas. Há aplicações e aplicações. As novas tecnologias não escondem a cultura subjacente. Como não escondem o tipo de economia que praticam. 

A estratégia é invariavelmente a mesma: entra-se num sector de mercado com o inatacável argumento de facilitar a vida ao consumidor, poupar tempo e dinheiro, utilizando as novas tecnologias, e empurram-se os que já existem para dentro ou para fora. O céu é o limite, tudo pelo progresso, afinal estamos no séc. XXI, tudo pela liberdade de mercado, pelo bem-estar do consumidor, quantos mais melhor.

A cultura subjacente é apenas e tão somente a mais pueril e selvagem: o lucro fácil e garantido pelo menor esforço de investimento e pela menor preocupação com a segurança do próprio consumidor.


Por isso soa tão estranha a atitude dos responsáveis do governo pela gestão deste conflito social e económico. Desde a sua ignorância, ausência de visão e de cultura do interesse público, até à sua arrogância, cinismo e mesmo falta de respeito pelo cidadão que paga impostos, neste caso pelo motorista de táxi e pelo consumidor. 

Um gestor público deve prevenir problemas em vez de os agravar. Qualquer liderança com um mínimo de empatia e de bom senso teria percebido que um sector fragilizado e em desespero age de forma emocional. E quem sabe se isso não faria parte da estratégia para as negociações - e assim se entenderia a oferta dos 17 milhões? Pior é impossível.


Esperemos que o PM, quando aterrar da China, consiga desenredar e clarificar esta triste situação. O governo tem promovido a cultura da sensibilidade pelas questões sociais e o respeito pelos mais vulneráveis. 

Não se trata, por isso, de um sector obsoleto vs um sector futurista, trata-se de duas culturas de base perfeitamente identificáveis. 

No essencial, há 2 tipos de tendência da economia de séc. XXI: uma, selvagem e desregulada, sem responsabilidade social; outra, equilibrada, sustentável e responsável. Uma, anónima e impessoal; outra, identificada e de confiança.

Que tipo de economia quer o governo promover?

 

 

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publicado às 17:12

A prioridade não é o défice mas apresentar resultados na economia

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 03.09.16

A provocação política simplifica as questões de tal modo que distorce o essencial. A estratégia do governo falhou, por exemplo. Como se o governo tivesse tido a possibilidade de testar a sua estratégia inicial. Não teve. Teve foi que encontrar um compromisso entre a sua estratégia e Bruxelas. E ainda lhe caiu em cima o Banif e a Caixa, isto é, o sistema financeiro.


A insistência no défice desviou as atenções da prioridade: apresentar resultados na economia. Agora acenam com a economia, que está a crescer menos do que se esperava. Não admira.


Neste artigo do Público, três economistas respondem à questão da estratégia do governo, se falhou ou não. Borges de Assunção destaca "a fragilidade do investimento" como o dado mais preocupante. Em relação ao investimento público, Paes Mamede lembra que "está a ser contido para cumprir metas orçamentais". Mateus lembra a dimensão e a produtividade da nossa economia: "temos recursos a mais em actividades que não crescem". É interessante esta perspectiva: "não se trata de pôr a economia a crescer tal como ela é, tem de se fazer algo diferente (...) É preciso política económica, não pode ser apenas política financeira".

 

 

 

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publicado às 11:14

O país possível apresentado pelo PM vai depender de todos nós

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 06.06.16

 

A viabilidade do país possível apresentado pelo PM vai depender de todos os que querem uma mudança cultural. Uma nova cultura na forma como se percepciona o trabalho, na forma como se trabalha, na criação de riqueza e na sua distribuição. Aqui temos o fundamental: trabalho, criação de riqueza, distribuição de riqueza, economia.

Uma nova cultura nas instituições públicas, nas empresas, na valorização e rentabilização dos recursos. Uma nova cultura na forma como nos organizamos e colaboramos. Uma nova cultura de investimento e de responsabilidade.  

Também vai depender de uma nova cultura política, que consiga ver o grande plano e se liberte de limitações partidárias. É natural que cada partido procure manter as suas bases de apoio e queira captar votos. Mas será isso incompatível com a capacidade de negociar, definir prioridades e planos de acção em conjunto?

 

O governo de esquerda tem lidado com inteligência com os obstáculos que lhe têm colocado à frente. O próprio PM procura explicar e clarificar cada decisão que se integra num plano mais vasto e abrangente: uma economia saudável e moderna, própria do séc. XXI, baseada no conhecimento e na ciência. A valorização do trabalho insere-se nesse plano abrangente.

O PM procura ainda entusiasmar os cidadãos a envolver-se nesse país possível. Optimista por opção, também me projecto nesse país possível, de uma nova cultura, de uma nova política, de uma nova economia.  

 

 

 

 

 

publicado às 20:46

A dupla responsabilidade da esquerda actual

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 07.05.16

 

 

 

A dupla responsabilidade da esquerda actual:

1 - governar o país dentro dos constrangimentos que nos condicionam a economia, enfrentando os desafios que a CE irá colocar à nossa frente;

2 - livrar-nos deste PSD e deste CDS pois ninguém lhe perdoaria colocar em risco a actual maioria de esquerda e entregar-nos nas mãos dessas personagens e da sua cultura obsoleta.


Quando a comunicação social dá voz a quem só quer destruir o actual equilíbrio possível no poder para nos pôr o pé em cima de novo, percebemos que não podemos confiar em tudo o que vemos e ouvimos na televisão.


Felizmente temos um Presidente inteligente e perspicaz que entende que a democracia respira no movimento - negociações e acordos - e no equilíbrio - compromissos e decisões.


E a democracia ainda é a melhor fórmula para uma organização social, política e económica saudável, dinâmica e equilibrada.

 

 

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publicado às 10:51

Colaborar, cada um no seu lugar e no seu papel, para que tudo dê certo

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 17.03.16

A vida por vezes surpreende-nos, situações e circunstâncias que não conseguimos explicar. Anos mais tarde lembramos um olhar, uma frase, uma entoação, e a situação adquire um novo sentido e importância.

 

Antes procurava a lógica e o significado de tudo, não descansava enquanto não conseguisse descobrir uma explicação, uma interpretação. Agora é a situação que se revela a pouco e pouco, como um ecrã sensível e interactivo. É assim na vida pessoal, na vida da comunidade mais próxima e nas notícias que chegam diariamente do país e do mundo pelos diversos meios.

 

É por isso que já não consigo ouvir os comentários políticos, por exemplo. A maior parte dessas frases pomposas não faz sentido na nova cultura política que já nos rodeia. E se não valem como interpretação da realidade actual, também não valem como narrativa que se quer substituir à realidade.

É por isso também que já não me interessam as ideologias políticas. O PSD redescobriu a social democracia? Risível. O CDS redescobriu a sua alma democrata cristã? Risível. Até o PAN que está a dar os primeiros passos na experiência dos debates na AR se revela mais credível porque definiu e manteve a sua marca registada. 

 

Quais são agora as nossas prioridades como cidadãos deste país? Colaborar, cada um no seu lugar e no seu papel, para que tudo dê certo. Refiro-me ao orçamento, à economia, ao equilíbrio de poderes social e económico, à fiscalização da actividade financeira. Tudo o que determinará a relação de poder com a CE e o Eurogrupo.

 

Para já, as circunstâncias são-nos favoráveis, as principais instituições da gestão política colectiva, governo e Presidência, revelam a inteligência e a cultura do séc. XXI, da colaboração. 

A nossa auto-estima como país também levou uma refrescadela, o que muito ajuda. Os acontecimentos felizes que para isso contribuíram foram: a visita de Bento XVI em Maio de 2010; o perfil e o papel do Papa Francisco; os resultados das últimas legislativas que permitiram uma nova solução governativa e a candidatura de Marcelo à presidência.

Aproveitemos bem estas circunstâncias de modo a estarmos preparados para lidar com os desafios que valem a pena.

 

 

 Post publicado n' A Vida na Terra

 

 

publicado às 21:35


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